Polícia pede arquivamento de investigação sobre desaparecimento de jovem trans há um ano

  • 10/05/2023
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Polícia pede arquivamento de investigação sobre desaparecimento de jovem trans há um ano

A Polícia Civil (PC) solicitou o arquivamento da investigação do desaparecimento de Alícia Marques, de 18 anos. A jovem foi vista pela última vez em fevereiro de 2022 e, segundo o delegado Jonatas Barbosa, após um ano, a polícia não conseguiu nenhuma nova informação. A mãe de Alícia, Fabrícia da Silva, afirma que o investigador não foi atrás.

Alícia desapareceu no dia 12 de fevereiro, no Jardim Helvécia, em Aparecida de Goiânia. Inicialmente, o caso foi investigado pela delegada Luiza Veneranda, do 1 º Distrito Policial (DP). O delegado Jonatas, do 4º DP, assumiu o caso e solicitou o arquivamento em janeiro deste ano. O g1 questionou o Ministério Público (MP) sobre a análise da solicitação e aguarda retorno.

Segundo o investigador, a polícia tentou todas as alternativas para tentar localizar a jovem. “Todas as medidas e todos caminhos foram tomados. Tudo que se faz na vida chega a um ponto que não tem mais o que ser feito. Pedimos as quebras de sigilo telefônico e conversamos com as pessoas que conheciam a jovem, porém ninguém tem informações dela”, diz.

Barbosa detalha que foram feitas buscas no Instituto Médico Legal (IML), em hospitais, aeroportos e rodoviárias. “Nós tentamos tudo que poderia ter sido feito e não tem mais o que fazer, até que surja algo novo: uma testemunha que informe um possível paradeiro dela. Infelizmente, chegou a um lugar que não temos mais onde tentar, por isso solicitamos o arquivamento”, explica.

Família

O delegado afirma que não falou com a família da jovem sobre o arquivamento da investigação. Apesar disso, a mãe de Alícia, a diarista Fabricia da Silva Pereira, de 41 anos, conta que foi até a delegacia e não conseguiu falar com o delegado, mas foi informada pela recepção sobre a solicitação. Ela afirma que o investigador não foi atrás e que está revoltada.

“Minha vida parou no dia 12 de fevereiro, pois eu não consigo levar minha vida para frente, não consigo viver outra coisa e meu pensamento todos os dias é só esse. É angustiante imaginar que ela está morta ou presa em algum lugar. Com essa solicitação do delegado, eu fico muito revoltada, magoada e com raiva por ele dizer que fez de tudo e não fez”, enfatiza.

A diarista afirma que, após assumir o caso, o delegado não tentou novamente os pontos deixados pela primeira delegada do caso. “Ele não fez questão de ir atrás de imagens e de tentar localizar minha filha, a verdade é essa. Ele simplesmente quer entregar o caso”, afirma. O g1 tentou falar com o investigador sobre as acusações de Fabrícia, mas não obteve sucesso.

Veja outras notícias da região no g1 Goiás.


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